Victor Meirelles, patrono da cadeira 38 da Academia Itapemense de Letras, fez absolutamente tudo o que estava ao seu alcance para se tornar um dos maiores pintores do mundo. Teve dificuldades financeiras, mas não desistiu e conseguiu cursar a Imperial Academia de Belas-Artes. Teve força e persistência.
Já disse o mago: “Quando desejamos muito algo, o universo conspira a nosso favor”, e foi assim com Meirelles. Ele desejou ser um esplêndido pintor e o universo conspirou a seu favor. Desta forma, com ajuda de sua universal força de vontade, foi vitorioso em um concurso que o premiou com uma bolsa de estudos na Europa.
Para aprimorar sua arte ele passou por Roma, Florença, Paris e outras tantas cidades do velho continente, trocando de mestre por diversas vezes e estudando muito por conta própria. Assim quando voltou ao Brasil pôde realizar uma grandiosa obra. É dele a imagem da Primeira Missa do Brasil, que figura em quase todos os livros de nossa história.
O catarinense Victor Meirelles foi um menino que certa vez teve um sonho, atravessou o labirinto da vida e no final do túnel encontrou a imortalidade. Meirelles vive cada vez que uma criança aprende a história do Brasil, porque é absolutamente impossível visualizarmos algumas das mais importantes cenas da história do país, de um jeito diferente do que ele imaginou. Sua obra imortal está tão implícita na história do país que chegamos a confundi-la com uma foto tirada daqueles momentos importantes.
Victor Meirelles empresta seu nome imortal para a cadeira de número 38 a qual humildemente tenho a honra de ocupar.
Sou grato pela sua inspiração.
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