Jerônimo Francisco Coelho
- Cadeira 18
Biografia
Jerônimo Francisco Coelho, foi uma figura proeminente no cenário político, militar e jornalístico do Brasil Imperial. Segundo filho do major Antônio Francisco Coelho e de Francisca Lina do Espírito Santo Coelho, ele era neto do capitão-mor de Laguna, Jerônimo Francisco Coelho, e, por parte materna, do alferes de milícia Lino dos Santos. Em 1809, sua família se mudou para a Corte do Império, onde, após a perda precoce de seu pai e um tio, sua mãe assumiu a responsabilidade de educá-lo, juntamente com seu irmão mais velho, Antônio.
Casou-se em dezembro de 1827 com Emília Carolina da Costa Barros, filha do tenente-coronel Francisco da Costa Barros. O casamento resultou no nascimento de três filhos.
Como jornalista, fundou o primeiro jornal da Província de Santa Catarina, “O Catharinense”, em 1831, e posteriormente lançou “O Expositor” em 1832, consolidando-se como pioneiro da imprensa catarinense. Além disso, foi membro fundador da primeira loja maçônica de Santa Catarina, em Desterro.
Na política, teve uma carreira robusta, servindo como deputado à Assembleia Legislativa Provincial de Santa Catarina em diversas legislaturas, entre 1835 e 1847. Sua atuação no executivo foi marcante, tendo sido presidente das províncias do Grão-Pará, de 7 de maio de 1848 a 31 de maio de 1850, e do Rio Grande do Sul, de 28 de abril de 1856 a 8 de março de 1857.
Também ocupou cargos ministeriais, sendo nomeado simultaneamente ministro da Marinha e da Guerra em 2 de fevereiro de 1844, durante o quarto gabinete ministerial de D. Pedro II. Permaneceu no cargo de ministro da Marinha até 23 de maio de 1844 e no da Guerra até 26 de maio de 1845. Voltou a ocupar o cargo de ministro da Guerra em 4 de maio de 1857, no Gabinete Olinda, permanecendo até 11 de julho de 1858. Como ministro da Guerra, atuou com firmeza para estabelecer a paz com os revoltosos farroupilhas.
Além de sua carreira política e militar, foi conselheiro imperial e recebeu condecorações como a Imperial Ordem de São Bento de Avis e a Imperial Ordem da Rosa.
É reconhecido como o mais destacado político catarinense do século XIX, conforme avaliação de Oswaldo Rodrigues Cabral. Sua influência é lembrada em diversas homenagens, como a denominação de uma rua no centro de Florianópolis e uma escola em Laguna, a E.E.B Jerônimo Coelho, fundada em 1912.
Em termos de desenvolvimento territorial, ele demarcou as terras da futura colônia Dona Francisca, atual Joinville, e parte do território do distrito de Parati, hoje Araquari, em 1846.
Jerônimo Coelho integra é o patrono do terceiro Batalhão de Polícia do Exército, localizado em Porto Alegre, um reconhecimento por sua contribuição ao serviço militar e à nação.
- 30/09/1806
- Laguna (SC)
- -
- -
- 16/01/1860